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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Em São Borja, caravana discute greve pelo piso salarial

A greve pela implementação do piso salarial marcou os debates com os educadores de São Borja. A caravana esteve na cidade nesta quarta-feira (19). A greve fortalece a luta para impedir outros ataques aos direitos e à educação pública.
As atividades começaram com a realização de visitas às escolas antes do início das aulas e nos intervalos da manhã. O dia foi encerrado com uma caminhada na região central da cidade e um ato público em frente à 35ª Coordenadoria Regional de Educação. A manifestação contou com a participação de estudantes.
A construção da greve para que o governo cumpra a lei do piso salarial foi o principal ponto de discussão nas reuniões realizadas nas escolas. Outros temas também foram discutidos, entre eles as mudanças propostas para o ensino médio e a avaliação dos professores.
Quanto às alterações no ensino médio, as críticas concentraram-se no número de aulas em disciplinas como português e matemática e na formação de mão de obra para o mercado de trabalho. Os professores não aceitam serem responsabilizados pela evasão escolar, pela falta de investimentos nas escolas públicas. O educador também não poderá mais adoecer, pois as faltas contarão para a avaliação.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O anti-Denorex

Esta coluna é aberta. Quando ouve, dá voz a todos. A editora Sulina, de Porto Alegre, está lançando o livro "Vida e Morte do Grande Sistema Escolar Americano", de Diane Ravitch, "uma das mais bem conhecidas especialistas em educação dos EUA, ex-secretária assistente de educação e líder do movimento para a criação de um currículo nacional". A apresentação da obra é cristalina: ela "repudia posições que anteriormente defendeu firmemente. Baseando-se em 40 anos de pesquisa e experiência, critica as ideias mais populares de hoje para reestruturar as escolas, incluindo a privatização, a testagem padronizada, a responsabilização punitiva e a multiplicação irresponsável de escolas autônomas". Ela dá no fígado. Ataca o tido por moderno.
"Demonstra conclusivamente por que o modelo empresarial não é uma forma apropriada de melhorar as escolas. Usando exemplos de grandes cidades, como Nova Iorque, Filadélfia, Chicago, Denver e San Diego, Ravitch evidencia que a educação de hoje está em perigo. Inclui propostas claras para melhorar as escolas americanas: deixe as decisões sobre as escolas para os educadores, não para os políticos ou empresários; construa um currículo verdadeiramente nacional que estabeleça o que as crianças em cada série deveriam estar aprendendo." Aqui vem o soco no estômago: "Pague um salário justo aos professores pelo seu trabalho, não um salário por mérito baseado em pontuações de testes profundamente falhos e não confiáveis; encoraje o envolvimento familiar na educação logo a partir dos primeiros anos". Ficou claro? Não? Parece contrariar tudo o que está sendo dito no Rio Grande do Sul atualmente.

Elogios não faltaram na mídia e nas esferas especializadas. E. D. Hirsch: "Nenhum cidadão pode se dar ao luxo de ignorar este bravo livro da nossa grande historiadora da educação. Diane Ravitch lança uma brilhante luz corretiva sobre as alegações exageradas dos reformadores escolares, tanto à esquerda como à direita". Howard Gardner: "Diane Ravitch é uma acadêmica das mais raras - alguém que relata seus achados e conclusões, mesmo quando eles vão contra a sabedoria convencional e quando eles contradizem suas posições públicas anteriores. Uma leitura obrigatória para todos que realmente se importam com a educação americana".

O livro foi indicado para a Sulina por José Clóvis Azevedo antes de tomar posse como secretário estadual da Educação. O secretário sustenta que não está em contradição e que o governo não aplicará um programa de meritocracia, mas apenas uma objetivação dos critérios para a promoção, já existente, por merecimento. Faz pensar no Denerox, que era um produto capilar cuja propaganda tinha um bordão: parece, mas não é. Avaliação por mérito, de acordo com as ideias de Diane Ravitch, parece meritocracia. E é. Uma modernidade atrasada. O tempo do anti-Denorex parece que chegou. Difícil vai ser convencer os professores de que é pelo bem deles. Falhou nos Estados Unidos. Será realmente uma boa por aqui? Seria o caso de convidar Diane Ravitch para uma palestra.

JUREMIR MACHADO DA SILVA é professor, jornalista e escritor

sábado, 15 de outubro de 2011

O Professor

http://www.4shared.com/audio/o7aM2fPC/O_professor.htm

Utopia Educativa

<br /><b>Crédito: </b> ARTE JOÃO LUIS XAVIER

Eu acredito no Dia do Professor. É todo dia. Eu acredito em heróis. Só que eles não usam roupas especiais nem uniforme. Muito menos a cueca por fora da calça como o Super-Homem. São os professores. Heroicos professores. Especialmente aqueles que trabalham no ensino fundamental e médio. Dizem que o tempo das utopias passou. Utopia é o impossível que até pode ser tornado possível. Em certos casos, deve. Inventar o impossível é a nossa tarefa. Nada mais importante nestes tempos de pragmatismo cínico do que sonhar o improvável. Sonho que a presidente brasileira reúne todos os governadores e os cem maiores empresários e apresenta um projeto para o magistério. Nenhum professor ganhará menos de R$ 10 mil mensais. A educação é colocada como a prioridade das prioridades. Jogadores de futebol com salários acima de R$ 100 mil doam 10% todo mês para a educação. O dinheiro é recebido, contabilizado e aplicado. Tudo com transparência total.


Eu acredito em utopias. Quando era criança, ouvia falar em telefone com imagem. Dizia-se que um dia poderíamos falar e ver o interlocutor à distância. Não tínhamos sequer o telefone comum. Mas se dizia que um dia todos o teriam. Escrevi parte deste texto enquanto falava por Skype com meu velho amigo francês Olivier Cathus, que vive em Montpellier. Num canto da tela, a imagem dele. No outro, minha página em construção. Há 20 anos, quando cheguei na França, esperava cartas pelo correio. O mundo mudou graças a visionários, como o recém-falecido Steve Jobs, que começaram a realizar suas utopias na garagem de casa. Em tecnologia, o inconcebível de hoje é a realidade de amanhã. Tudo aquilo que Jules Verne descreveu como ficção científica se tornou ciência real. O processo continua. Por que o mesmo não pode acontecer com a educação no Brasil? A tecnologia é um produto da ciência, que é um fruto da educação. Qualquer um sabe que a principal via da ascensão social e da melhoria da vida está no ensino. A escola continua sendo a grande porta.O professor, em qualquer nível, é o mestre que abre frestas, vãos ou grandes vias. Mas, infelizmente, no Brasil a educação só é prioridade em discurso. Deve-se cobrar mais dos professores. O mérito é importante. A avaliação também. Eu, como sonhador de utopias, imagino um momento em que antes da cobrança haverá uma revolução nas condições estruturais da atividade educacional. Sorrio quando dizem que o salário não é tudo. Aposto que um professor que salte de menos de mil reais para 10 mil se tornará, salvo exceções, muito melhor, pois terá, enfim, acesso à cultura, que custa caro e é mais do que informação ou navegação na Internet, é experiência de vida e de imersão na efervescência da atualidade. Acordo num mundo em que não há Dia dos Professores. Um menino me informa que foi abolido por ser redundante. Explica que os professores são admirados e aplaudidos diariamente. Ele me conta que está trabalhando na criação de um telefone capaz de transmitir aromas. Tudo é possível, me diz, quando a escola é o centro do mundo sem centro.


JUREMIR MACHADO DA SILVA > correio@correiodopovo.com.br

Ao mestre, com carinho!

Como surgiu o dia do Professor


O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. 
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".


Dia do Professor em outros países:
Estados Unidos: National Teacher Day - na terça-feira da primeira semana completa de Maio.
World Teachers’ Day - UNESCO e diversos países - 5 de Outubro
Tailândia - 16 de Janeiro
Índia - 5 de Setembro
China - 10 de Setembro
México - 15 de Maio
Taiwan - 28 de Setembro
Argentina - 11 de Setembro
Chile - 16 de Outubro
Uruguai - 22 de setembro
Paraguai - 30 de Abril

Fontes: 
Site www.diadoprofessor.com.br
Site www.unigente.com

Dia do Professor